sábado, 25 de abril de 2009

«Tua Fonte...»


E quando bebi da tua fonte

senti o hálito das marés mais agitadas.
Como se as Náiades gozassem

nas coxas molhadas de Netuno.

Tatuei a minha pele

deixando rastros...

deitando sumos...

Com os dedos amornados

no delicioso toque...

O sentido mais aguçado extasiado...

descontrolado...

impertinente...

E a viscosiadde escorreu lisonjeira

misturada com o teu derrame

sobre o meu corpo desnudo e quente

E da minha boca semi-aberta... o transe...

de um silêncio tão gritante

Teu gosto na minha língua...

A minha insígnia...

a minha parte...


6 comentários:

Joana. disse...

Meu amor
Grito versos
Sentidos em chama

Deste meu peito
Que arde a paixão,

Ardente amor
Que se me ama

O amor e a paixão
Na mesma razão!

Sei, que não sei
Por vezes entender

O amor
Na sua paixão,

Mas me deleito
Em viver

Contigo
O amor e a paixão
Num só coração!

Zeca Diabo disse...

Fazemos apostas lindas
Sempre que vem cara nova.
Cálculos, medidas infindas
Como ela terá a cova.

Há quem diga que por si
Já não lhe topou o fundo...
Outros juram que era assi
Do tamanho... deste Mundo!

Parecia uma piscina! –
Diz um do lado, espantado.
- Nunca vi uma menina
Num estado tão desgraçado!

APARTE DO AUTOR, ANTIGO MILI-
TANTE DAS ESQUERDAS (BAIXAS).

(Um estado tão desgraçado?!...
Pareceu-me ouvir o Povo
Chorando seu triste fado
nas garras do Estado Novo!)

O último que chegou cá
Morreu que nem um patego:
Afogado, ieramá,
Nos abismos daquele pego.

O CORO DOS CORNUDOS, ACOMPA-
NHADO POR S. PEDRO EM SURDINA,
ENTOA A MORALIDADE, APÓS TER
LIMPADO AS ÚLTIMAS LAGRIMETAS
E SUSPIRANDO COMO SÓ OS CORNU-
DOS SABEM.

Mulher não queiras sabida
Nem com vício desusado,
Que podes perder a vida
Na estafa de dar ao rabo.

Escolhe donzela discreta
Com os três no seu lugar.
Examina-lhe a greta,
Não te vá ela enganar...

E depois de veres o bicho
E as maneiras que tem
A funcionar a capricho,
Já sabes se te convém.

REBECA disse...

Repasando el abismo
de mis tristezas,
hoy he vuelto
a escribir...

No, no fue tan efimero
nuestro amor,
no podre olvidarte
como tampoco tu,
estamos condenados
a esté eterno amor...

Me verás dondequiera,
en la alborada,
al anochecer y me habrás
de recordar...

Mi amor ha sido
lo más alto en tu vida,
no lo podras negar
y mis lágrimas
y lo pálido de mi olvido
con el paso del tiempo
te lo han de demostrar...

los poemas....
que te e de regalar
serán mi herencia,
que el dolor y el amor que
en ellos exaltó,
serán la cumbre de
tú existencia...
.....y no.....
....no lo podras negar!

Princesa disse...

Meu amor meu Anjo
Desperta-me de noite
o teu desejo
na vaga dos teus dedos
com que vergas
o sono em que me deito
.
É rede a tua língua
em sua teia
é vício as palavras
com que falas
.
A trégua
a entrega
o disfarce
.
E lembras os meus ombros
docemente
na dobra do lençol que desfazes
.
Desperta-me de noite
com o teu corpo
tiras-me do sono
onde resvalo
.
E eu pouco a pouco
vou repelindo a noite
e tu dentro de mim
vai descobrindo vales.
como te amo

Guapito disse...

No te quiero sino porque te quiero
y de quererte a no quererte llego
y de esperarte cuando no te espero
pasa mi corazón del frío al fuego.
Te quiero sólo porque a ti te quiero,
te odio sin fin, y odiándote te ruego,
y la medida de mi amor viajero
es no verte y amarte como un ciego.

Tal vez consumirá la luz de enero,
su rayo cruel, mi corazón entero,
robándome la llave del sosiego.

En esta historia sólo yo me muero
y moriré de amor porque te quiero,
porque te quiero, amor, a sangre y fuego.

Romeu disse...

Princesa
Quero massagear o teu corpo,
Como se te prestasse um tributo de paixão.
E com minhas mãos, como que num ritual,
Percorrer-te todos os caminhos
E dele extrair a chama da combustão.
E cheirá-la por inteiro,
No ardor de farejar o âmago de tua alma fêmea.
E beijá-la voluptuosamente e com meus lábios
Sorver o suor ensandecido de teus poros
Quero, então, corpos unidos,
Dançar ao som de teus gemidos e sussurros
A dança terna e alucinante do amor
Romeu